sábado, 28 de janeiro de 2012

Questão 67 (UFRGS/2012)



Resposta: E

Esta questão pode ser realizada utilizando a lógica aliada a alguns conhecimentos básicos da geografia econômica brasileira.

Sabemos que o processo de modernização econômica do capitalismo brasileiro iniciado no século XIX e sustentado de forma robusta pela intervenção estatal na segunda metade do século XX foi excludente e concentrador. O capitalismo por si só é assim, mas o caso brasileiro acentuou demasiadamente estas características apesar de ter tornado o país um dos mais ricos do mundo.

A exclusão social é um fato tanto no campo como na cidade. Ela deriva do processo histórico brasileiro onde as elites mantiveram firmes os seus instrumentos de poder e dominação e optaram por concentrar a renda ao invés de distribuí-la. Sendo assim, a cidades se modernizaram com as indústrias pagando salários baixos; o campo de modernizou sem tornar o acesso à terra um direito efetivo ao não realizar a reforma agrária; a questão tributária também tem sido perversa na medida em que a maior parcela de impostos incide proporcionalmente sobre as pessoas mais pobres.

Mas nesta questão devemos nos ater mais àquelas características concentradoras do capitalismo brasileiro. Sabemos que a maior parte dos estabelecimentos industriais e agroindustriais estão concentrados nas regiões Sudeste em primeiro lugar, Sul e sul do Centro-Oeste configurando o que Milton Santos denomina de Região Concentrada.



Quanto aos assentamentos rurais podemos colocar que o mapa mostra o estado do Amazonas aquele onde é mais elevado o valor. Lá existe a predominância de uma floresta pluvial. Seria um tanto quanto inviável um número tão grande de assentamento lá, embora a maior parte dos assentamentos rurais no Brasil nos últimos 15 anos tenha se dado na região norte do Brasil.

O transporte área de carga não pode ser. Teria que se um mapa que representasse o fluxo (através de setas) de um estado ou região para outro estado ou região. Mesmo assim, o maior valor estaria dento da Região Concentrada.

Por exclusão, sobrou a letra E.

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Questão 66 (UFRGS/2012)


Resposta: A

Geada: a primeira lacuna.

1°) Geada, o que é? É um fenômeno da atmosfera que faz com que o vapor d’água, em condições térmicas abaixo de 0°C, solidifique em contato com alguma superfície (seja a folhagem de uma planta, a lataria ou os vidros de algum veículo, etc). A geada, assim como o orvalho, não é uma precipitação! Para que a temperatura chegue a um estágio negativo (abaixo de 0°C) é necessário que seja inverno e existam condições de céu limpo. Lembre-se que o céu nublado aumenta o poder do efeito estufa local. Essa condição pode ser satisfeita logo após a passagem de uma frente fria quando a massa de ar polar (mPa) empurrou a massa de ar tropical atlântica (mTa) para o norte.



2°) Aonde pode ocorrer geada no Brasil? Dadas as condições já colocadas, as regiões que podem ser afetadas pela geada são aqueles sob influência da mPa: a Região Sul principalmente e também o sul da Região Centro-oeste e a Região Sudeste. É ainda maior a chance de ocorrência de geadas nas áreas de maior altitude destas regiões.

3°) A geada e a agricultura. A geada afeta a produção agrícola gerando quebras de safra que, além de poder arruinar os agricultores, fazem o preço de determinado produto ter o seu preço inflacionado no mercado, justamente pela sua escassez. Um grande exemplo catastrófico foi a geada que atingiu o norte paranaense arruinando cafezais da região de Londrina e Maringá em 1975.

Seca: a segunda lacuna.

Na Região centro-oeste existe a predominância do clima tropical alternadamente seco (inverno) e úmido (verão) também chamado algumas vezes de clima tropical continental. Acompanhe na figura que segue com, no inverno, este clima pode apresentar um período seco. Isso está diretamente relacionado com a migração da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) que acompanha a "migração" do sol que no inverno está mais no hemisfério norte e no verão mais no hemisfério sul.





Inversão térmica: terceira lacuna.

4°) Inversão térmica, o que é? Trata-se de um fenômeno natural fruto de uma longa noite fria, condição satisfeita no inverno, principalmente após a passagem de uma frente fria. Como, durante a noite, a Terra somente perde radiação, ela irá esfriar e o ar frio, mais pesado, tenderá a se depositar próximo a superfície impedindo a circulação convectiva normal onde o ar aquecido (mais leve) sobe e ar resfriado (mais pesado) desce. Mas no caso da inversão térmica o ar resfriado já está por baixo e não há calor que possa lhe aquecer. Se não existir vento para misturar o ar, o que pode quebrar a camada de inversão térmica, esta irá se instalar.



5°) Aonde pode ocorrer a inversão térmica? Ocorre principalmente nos locais sob influência da massas de ar firas. Ao longo da manhã, com a incidência direta de insolação, a camada de inversão irá se dissipar e a circulação atmosférica normal tenderá a se estabelecer novamente. Porto Alegre já apresentou nevoeiro em alguns de seus bairros até um horário próximo ao meio-dia, fruto de uma inversão térmica prolongada no inverno. Até mesmo a cidade de Rondônia, na região Norte, apresentou a ocorrência de inversão térmica.

6°) A inversão térmica é poluente? Em regiões industrializadas e com elevado número de automóveis circulando pela manhã, onde o índice de poluição atmosférica é elevado, este efeito acaba por aprisionar a poluição junto às camadas mais inferior da troposfera. Um risco à saúde. Se a cidade for margeada por relevos montanhosos é pior: o ar poluído, além de aprisionado por cima também o fica pelas suas laterais. É o efeito tampão, comum na cidade de São Paulo. A inversão térmica em si é natural, ela apenas aprisiona os poluentes gerados pela sociedade.


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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Questão 65 (Ufrgs/2012)



Resposta: D


Esta questão trata da identificação de um perfil de relevo, de acordo com a classificação de Jurandyr Ross, partindo de um corte no território brasileiro na região nordeste.

A classificação de Ross possui 3 grandes divisões: duas delas, planaltos e depressões, são áreas de predominância de agentes erosivos; já as planícies são áreas onde predomina a acumulação (também chamada de deposição ou sedimentação).

Cada grande divisão está especificada por números conforme mostra o mapa. E a denominação destas unidades guarda íntima relação com nomes locais (rios, oceanos, regiões, etc).





Como o corte se dá na região nordeste, temos:


  • Em A, um terreno sedimentar entre duas áreas mais elevas que são dois planaltos. Sabemos que uma das características mais marcantes do relevo brasileiro é a existência de depressões entre dois planaltos. São depressões relativas, pois estão acima do nível dos mares. Como esta depressão está no interior do nordeste, onde está o sertão, só pode ser a depressão sertaneja (e do São Francisco);
  • Em B, um terreno cristalino, isto é, de rochas pré-cambrianas de composição granítica que configuram o planalto da Borborema que separa o sertão (de clima mais árido) e a zona da mata no litoral (clima úmido).
  • Em C, temos uma planície. As planícies brasileiras ocorrem ou no litoral ou ao longo dos rios. Nesta caso, trata-se das planícies e tabuleiros costeiros.



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Questão 64 (Ufrgs/2012)



Resposta: B

Para resolver esta questão devermos ter em mente algumas coisas:

  • A vegetação possui ampla relação com os fatores climáticos bem como aqueles ligados à geologia e a geomorfologia de uma área. Por exemplo: climas quentes e úmidos favorecem biomas florestais como a floresta amazônica; solos ácidos como os existentes no nordeste do Rio Grande do Sul, mesmo estando em local úmido, não são bons para a formação de florestas fazendo com que predominem dos campos (Campos de Cima da Serra neste caso específico).
  • O que significam as palas floresta, ombrófila, densa, mista, paludosa e manguezal? Vamos ver isso agora na correção.


1 – Floresta Ombrófila Densa: nenhuma das descrições. Mas vamos entender um pouco mais:

1°) Floresta, o que é? São ambientes biológicos com predominância de formas de vida arbóreas. As árvores são uma forma de vida vegetal lenhosa com alturas superiores a 20 metros. Plantas lenhosas são aquelas que possuem um tecido de madeira (que muitas vezes vira a popular lenha) para sustentar os seus caules. Mas nas florestas não existem apenas árvores, existem outras espécies de vegetais.




Outros grupos de espécies de vegetais são os arbustivos e herbáceos, Veja o quadro comparativo e simplificado da Revista Brasil Escola:


2°) Floresta Ombrófila, o que é? É uma floresta adaptada aos ambientes que apresenta climas úmidos. Então ombrófila significa, em grego, "amigo da chuva". Antes se utilizava a expressão floresta pluvial, um termo de origem latina, que remete a precipitação na forma de chuva. Vejamos a correspondência das áreas de elevada precipitação no Brasil e os biomas brasileiros com florestas ombrófilas:



3°) Floresta Ombrófila Densa, o que é? É uma floresta ombrófila que apresenta uma elevada densidade de espécies vegetais por unidade de área sendo as espécies florestais aquelas mais importantes e visíveis.
Tal ambiente somente poderá existir em climas úmidos (com no máximo 60 dias secos em todo o ano) e de temperatura elevadas (médias anuais ao redor de 25°C ou mais). Sob estas condições é possível a formação de ambientes florestais de elevada biomassa e biodiversidade como de fato são as florestas amazônica e a de mata atlântica no Brasil. As árvores podem chegar à atingir 60 metros.




Estes ambientes florestais são caracterizados por seres latifólios perenifólios. O fato de ser latifólia significa que ela possui folhas grandes (do latim latus = grande, largo) para que a planta possa liberar as grandes quantidades de água que ela ingeriu de maneira mais eficaz e isso ela faz pela folha. Caso o clima fosse árido a tendência é que as folhas sejam transformadas em agulhas (acicufolias) para reduzir ao máximo a transpiração e, consequentemente, reter a água adquirida no curtíssimo período de chuvas. Já o fato de a folha latifólia ser perene significa que ela se mantém na árvore verdejante, sem cair, durante todo o ano, por vários anos. Se o contrário fosse, não seria perenifólia e sim decidual (também chamada de caduca ou caducifólia), onde durante os períodos secos as árvores, para reter a umidade adquirida, ao invés de manter as suas folhas (o que iria gerar perda de umidade por transpiração), livram-se delas. Logo, as suas folhas descem ao chão ou caem.

OBS: quando estudamos os principais biomas brasileiros, a mata atlântica é considerada um dos seus biomas, mas no seu sentido abrangente (latu sensu). Sendo assim, praticamente todas as espécies florestais ombrófilas (densas, mistas ou abertas) e outras formas vegetais não florestais que habitam a costa do Brasil, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, são incluídas no bioma mata atlântica. Mas, no sentido estrito do termo (strictu sensu), mata atlântica mesmo é somente a floresta ombrófila densa. Então, de acordo com Decreto Lei 750/93, o Domínio da Mata Atlântica, é definido como:

"O espaço que contém aspectos fitogeográficos e botânicos que tenham influência das condições climatológicas peculiares do mar (Joly/70) incluindo as áreas associadas delimitadas segundo o Mapa de Vegetação do Brasil (IBGE,1993) que inclui as Florestas Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Ombrófila Aberta, Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Estacional Decidual, manguezais, restingas e campos de altitude associados, brejos interioranos e encraves florestais da Região Nordeste". (in: http://www.rbma.org.br/anuario/mata_02_dma.asp)



Se quem fornece as condições climáticas para a existência da mata atlântica é o mar, a grande fonte de umidade para este bioma e por onde corre a corrente marítima superficial quente do Brasil, logo sabemos que a mata atlântica só pode ter condições de existência quando os atuais continentes da América do Sul e África, no contexto de fragmentação do Pangea, iniciaram a separação.

2 – Floresta Ombrófila Mista: a segunda descrição.

4°) Floresta Ombrófila Mista, o que é? Trata-se de uma floresta onde, no Brasil, predomina a Araucária angustifólia, mais conhecida como pinheiro-do-paraná por ser endêmica da região sul do Brasil. É comum que seja chamada também de mata de pinhais. Faz parte do bioma mata atlântica latu sensu.
A araucária está classificada, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), como estando em Perigo Crítico de Extinção por conta de sua intensa devastação quando do início do processo de colonização ítalo-germânica no sul do Brasil e a posterior disseminação dos descentes destes colonos pela região.

O núcleo de existência desta espécie situa-se entre 500 e 1500 metros de altitude em solos férteis dos planaltos e chapadas da bacia do Paraná (ou planalto meridional), região geomorfológica dos derrames fissurais basálticos à cerca de 140 M.a. O próprio nome da capital do estado do Paraná, Curitiba, faz menção ás araucária já que a palavra  curi, em tupi, guarda o seu significado ligado à palavra árvore. Mas também existem refúgios desta espécie nas Serras do Mar e Mantiqueira.




Esta região é caracterizada climaticamente pela predominância do clima subtropical (classificação de Strahler) ou Cfb (classificação de Köppen) que apresente médias pluviométricas consideráveis e bem distribuídas por conta das constantes passagens de massas de ar tropicais e polares formando as frentes. Por este motivo o nome Floresta Pluvial de Araucária também é usual.

A araucária é acicufolia e perene (conceitos já citados no texto). Além disso, não suporta ficar excluída da luz direta do sol pelo sombreamento, ou seja, é heliófita (do grego hélio = sol); e, a julgar pela sua copa na forma de candelabro adquirida após a juventude que facilita a dispersão do pólen pelo vento quando da etapa de reprodução, é anemófila (do grego anemos = vento).

Outra coisa muito conhecida dos sulinos e que está presente em sua culinária é o pinhão, que biologicamente é a semente desta espécie de gimnoesperma (do grego Gymnos = nu; e sperma = semente), quer dizer, sementes são ficam encerradas em frutos.

Mas estas coníferas (assim chamadas por possuírem a forma de cone quando jovens) ao contrário daquelas existentes na Europa e no Canadá, não possuem uma ocorrência tão homogênea. Ao contrário: ocorrem muitas vezes em meio as vegetações de campos onde muitas vezes presente está a Ilex paraguarienses (árvore cuja folha origina a erva do nosso chimarrão). E mesmo dentro destas florestas, onde parece ocorrer apenas a espécie angustifólia (que são a maiores), por debaixo de suas copas outras espécies menores estão presentes.





E, para descontrair, uma musiquinha:



3 – Floresta Paludosa: primeira descrição.

5°) Floresta Paludosa, o que é? É uma floresta aberta de árvores mais baixas (em média 8-10 metros) e uma área inundada, de circulação lenta, com elevado contingente de matéria-orgânica. Também é camada de mata de breho





4 – Manguezal: terceira descrição.

6°) Manguezal, o que? Os manguezais são ecossistemas de elevada complexidade típicos de regiões tropicais que estão em áreas costeiras sob feições geográficas onde existe sob a mútua influência das águas continentais e das águas salgados do mar (desembocadura de rios, baías, enseadas). Por isso os vegetais dos mangues são considerados halófitos, isto é, adaptados a salinidade da água marinha que chega com as marés. Nestas áreas formam-se solos salgados, com muito lodo e nutrientes, porém pobre em oxigênio, mas que atrai peixes e o caranguejo.





Bibliografia:

SONEGO, Rubia Cristina; BACKES, Albano e SOUZA, Alexandre F. Descrição da estrutura de uma Floresta Ombrófila Mista, RS, Brasil, utilizando estimadores não-paramétricos de riqueza e rarefação de amostras. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/abb/v21n4/a19v21n4.pdf.
http://www.rbma.org.br/default_02.asp


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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Questão 63 (UFRGS/2012)


Resposta: C


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Questão 62 (UFRGS/2012)


Resposta: E


O país Moçambique, que foi colônia portuguesa até a década de 1970,e está situado na costa africana do oceano Índico. Mas independente disso, o Sol, por conta do movimento de rotação terrestre, sempre no sentido oeste-leste, faz parecer que os astros no céu, incluindo o Sol (a estrela do nosso sistema chamado de sistema solar), se movimentem de leste (onde eles surgem no horizonte, isto é, nascem), passam pelo meridiano onde está situada a nossa cidade (próximo do meio-dia) onde então o Sol adquire a sua máxima altura no céu, para rumar para o oeste onde ele irá sumir.


Como Maputo está no hemisfério sul, o Sol no horário próximo ao meio-dia estará sempre voltado para a face norte de qualquer residência.



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Questão 61 (UFRGS/2012)



Resposta: A


Esta questão trata da identificação da bacia hidrog ao seu entorno que será continuamente preenchida por sedimentos oriundos da erosão das rochas situadas nas partes mais elevadas do entorno.



A bacia hidrográfica do Prata, tem esse nome devido ao processo histórico de ocupação territorial exercidos pelos colonizadores. Pelos rios Paraguai e Paraná principalmente escoavam importantes levas de metais-preciosos, sobretudo prata das minas andinas de Potosí (atual Bolívia). Dai o nome desta bacia e também dai o nome do país Argentina já que argentum em latim é prata.



Trata-se da a segunda maior da América do Sul (atrás somente da Bacia Amazônica, a maior do mundo). É nela que está situada o coração econômico do MERCOSUL: a economia do centro-sul do Brasil, onde está a maior parte dos PIB's industrial, agropecuário e de serviços (o que Milton Santos denomina de região concentrada), o norte da Argentina incluindo a capital Buenos Aires e Córdoba, além da maior parte do Uruguai (inclusive a capital Montevidéu), a parte sul da Bolívia e de todo o Paraguai.

A sub-bacia mais importante da Bacia do Prata é a do rio Paraná (B). Mas atenção: o Brasil também possui a bacia sedimentar do Paraná! Não confunda! Na Bacia hidrográfica do Paraná é que está instalado o maior potencial de geração de energia hidrelétrico do Brasil, justamento por estar mais próximo aos grandes centros urbano-industriais do Brasil. É ali que está situada, no limite do estado do Paraná com o Paraguai, a hidrelétrica binacional de Itaipu que, principalmente após a eleição do esquerdista de Fernando Lugo para o cargo de presidente, tem sido foco de discussões importantes. O Brasil, pelo tratado de Itaipu, compra grande parte da metade paraguaia da energia gerada (a economia paraguaia não tem capacidade de uso de tanta energia) a baixo do preço de mercado. O Paraguai quer rever este acordo.

A questão de Itaipu tem raízes históricas que remontam as disputas geopolíticas entre Brasil e Argentina por zonas de influência na região. O Brasil, para se sobrepor à facilidade de integração entre Argentina e Paraguai gerada pelo rio Paraguai que fui para a foz do rio da Prata onde se situa Buenos Aires, implantou a rodovia transversal (sentido leste-oeste) BR-277 e a Ponte da Amizade (segunda foto) para ligar Assunção (capital do Paraguai) ao porto de Paranaguá (litoral do Paraná).







As outras duas sub-bacias são as do rio Uruguai (C) que delimita o Rio Grande do Sul ao norte e a oeste e o rio Paraguai (A).

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